Setembro encerra com o verde da esperança, com a retomada dos transplantes aos patamares anteriores à pandemia. De janeiro a julho deste ano, já foram realizados 1.528 transplantes, o que corresponde a 61,5% do total feito em 2019. Com o objetivo de diminuir o tempo de espera e potencializar o número de doações, a campanha Setembro Verde, alusiva ao Dia Nacional da Doação de Órgãos, comemorado no dia 27 de Setembro, teve diversas ações de conscientização. Entre elas, a iluminação em verde do Monumento ao Cristo Redentor e do Palácio Guanabara.
O Programa Estadual de Transplantes, vinculado à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, é responsável por todo o processo de doação e transplantes de órgãos, além de capacitação da rede de apoio, tornando-se referência no país. Para isso, foram adotadas estratégias como credenciamento de novos centros transplantadores, treinamento de equipes transplantadoras, capacitação para melhorar o acolhimento às famílias enlutadas, além da sensibilização da população para a doação de órgãos.
O programa investiu ainda na implantação de três Coordenações Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes com dedicação exclusiva, que funcionam no Hospital Estadual Getúlio Vargas, no Hospital Estadual Alberto Torres e no Hospital Adão Pereira Nunes. Além disso, há 80 comissões instituídas em outros hospitais públicos e privados. Esta iniciativa proporcionou um contato direto entre os médicos que cuidam de possíveis doadores e os familiares desses pacientes.
No dia 23/09, às 10h, foi aberto o Jardim do Doador de Órgãos do Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama. A exemplo do jardim implantado, em 2014, no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, o espaço busca acolher e confortar famílias que dizem "sim" à doação de órgãos de parentes por meio do plantio de mudas.
Números em alta
De janeiro a julho de 2022, foram realizados 1.528 transplantes, sendo 491 órgãos sólidos, 102 de medula óssea, 308 de córnea, 55 de esclera e 572 tecidos músculo esqueléticos. Em todo o ano de 2021, foram 2.468 transplantes, número superior ao registrado em 2020, que fechou em 1.936, o mais baixo da série, especialmente após a recomendação do Ministério da Saúde para adoção de critérios mais rigorosos para evitar o contágio do coronavírus. Em 2019, 2.481 transplantes foram registrados.
Iluminação
O Palácio Guanabara esteve iluminado de verde entre os dias 22 a 30 de setembro para lembrar a importância da doação. E o Monumento ao Cristo Redentor também ganhou a luz verde no dia 27 de setembro, das 19h às 20h.
Quem pode doar
O passo principal para que órgãos e tecidos sejam doados após a morte é conversar com a família e deixar claro o desejo de ser doador. Não é necessário deixar nada por escrito, mas os parentes devem se comprometer a autorizar o procedimento. Rins, pâncreas, córneas, válvulas cardíacas, pele, osso, coração, esclera (o branco do olho), pulmão e fígado são possíveis de serem transplantados. Mais informações podem ser obtidas pelo Disque Transplante 155.


